O
Fascismo teve seu início no final da 1ª metade do século XX, entre os anos de
1930 e 1940. Ele engloba o que é conhecido como “Nova Direita”, que se deu por
alguns motivos como a Crise Capitalista de 1929, a Crise do Petróleo e a mais
atual a Crise Financeira de 2008. O termo Nova Direita vem do fato de que as
pessoas pertencentes à essa vertente não respondem à uma oligarquia tradicional,
ou seja, à uma Direita tradicional.
As principais características da
Nova Direita são: ultranacionalismo, antiliberalismo, anticomunismo,
valorização da violência, estrutura econômica integrada e regulada, mobilização
das massas com a militarização das relações políticas, personalismo, militarização
da política e xenofobia. Para esse sistema político a igualdade, que é um dos
objetivos da Esquerda, seria prejudicial à sociedade, visto que ela
atrapalharia a evolução da sociedade quando aplicado o conceito Darwinismo
Social. Alguns movimentos com esses princípios foram os movimentos Europeus:
Nazismo e Nazifascismo. No Brasil o Fascismo pode ser observado por meio do
Movimento Integralista.
Como dito o Fascismo teve seu
impulso, no Brasil, através do movimento Integralista. O movimento foi fundado
por Plínio Salgado com a criação do partido de extrema-direita AIB (Ação
Integralista Brasileira) em 1932; e tinha como traços: o sentimento de antiesquerda,
o nacionalismo, a signologia e o autoritarismo. Ao contrário do que se pode
pensar, o movimento integralista tem ojeriza aos neoliberais e a essa vertente
da Direita, uma das únicas coisas que eles compartilham é a aversão ao
comunismo. Mais atualmente algumas tribos urbanas deram um novo fôlego ao
integralismo no Brasil, ele recomeçou em 2010, mas se destacou no ano de 2013
durante os protestos e manifestações do mês de junho (manifestação dos 20
centavos). O Fascismo brasileiro, que foi engendrado por Plínio Salgado difere
do estilo Europeu em se tratando da eugenia que o segundo modelo defende.
Fazendo uma contextualização do tema
com os dias atuais, nós, cidadãos que prezam pela diversidade e pelo direito de
livre expressão, temos que ficar atentos com esses movimentos que vêm
ressurgindo cada vez mais feroz dentro da sociedade global. Há como exemplo o
movimento que ocorreu na França durante o período de eleições para a
presidência, onde o discurso feito pela candidata ao cargo, Marine Le Pen
(Front National), exaltava sentimentos como: patriotismo e até mesmo xenofobia,
dado que ela prometeu expulsar alguns estrangeiros vigiados por
“radicalização”. A vitória não veio à candidata, mas a necessidade de um
segundo turno e a pequena margem percentual de diferença na contagem dos votos
nos faz perceber que a sociedade está, de certa maneira, tomando cada vez mais
esse discurso de ódio para si.
Nacionalizando essa
contextualização, podemos observar alguns candidatos e movimentos que se
encaixariam nessa diretriz fascista: o deputado Jair Bolsonaro e o movimento
Direita São Paulo são exemplos deles; o primeiro com seu discurso de ódio, que
ao que se percebe não faz questão de esconder ou mascarar, clama por um
patriotismo e para uma militarização do Brasil. O segundo, usando de uma
estratégia mais nebulosa, tenta suscitar, também, uma necessidade patriótica
por parte das massas, junto com seu sentimento de aversão à imigrantes, mais
especificamente imigrantes muçulmanos, assim podemos classifica-lo como sendo um
movimento xenofóbico, como foi possível observar durante seus protestos contra
a aprovação da nova Lei de Imigração que tem como objetivo estabelecer direitos
e deveres dos imigrantes.
Relatório referente
palestras dos dias 01 e 02 de agosto de 2017 do Simpósio: Velhas e Novas Formas de Direita e
Autoritarismo.
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