domingo, 20 de agosto de 2017

Velhas e Novas Formas de Direita e Autoritarismo: Facismo


                   O Fascismo teve seu início no final da 1ª metade do século XX, entre os anos de 1930 e 1940. Ele engloba o que é conhecido como “Nova Direita”, que se deu por alguns motivos como a Crise Capitalista de 1929, a Crise do Petróleo e a mais atual a Crise Financeira de 2008. O termo Nova Direita vem do fato de que as pessoas pertencentes à essa vertente não respondem à uma oligarquia tradicional, ou seja, à uma Direita tradicional.
            As principais características da Nova Direita são: ultranacionalismo, antiliberalismo, anticomunismo, valorização da violência, estrutura econômica integrada e regulada, mobilização das massas com a militarização das relações políticas, personalismo, militarização da política e xenofobia. Para esse sistema político a igualdade, que é um dos objetivos da Esquerda, seria prejudicial à sociedade, visto que ela atrapalharia a evolução da sociedade quando aplicado o conceito Darwinismo Social. Alguns movimentos com esses princípios foram os movimentos Europeus: Nazismo e Nazifascismo. No Brasil o Fascismo pode ser observado por meio do Movimento Integralista.
            Como dito o Fascismo teve seu impulso, no Brasil, através do movimento Integralista. O movimento foi fundado por Plínio Salgado com a criação do partido de extrema-direita AIB (Ação Integralista Brasileira) em 1932; e tinha como traços: o sentimento de antiesquerda, o nacionalismo, a signologia e o autoritarismo. Ao contrário do que se pode pensar, o movimento integralista tem ojeriza aos neoliberais e a essa vertente da Direita, uma das únicas coisas que eles compartilham é a aversão ao comunismo. Mais atualmente algumas tribos urbanas deram um novo fôlego ao integralismo no Brasil, ele recomeçou em 2010, mas se destacou no ano de 2013 durante os protestos e manifestações do mês de junho (manifestação dos 20 centavos). O Fascismo brasileiro, que foi engendrado por Plínio Salgado difere do estilo Europeu em se tratando da eugenia que o segundo modelo defende.
            Fazendo uma contextualização do tema com os dias atuais, nós, cidadãos que prezam pela diversidade e pelo direito de livre expressão, temos que ficar atentos com esses movimentos que vêm ressurgindo cada vez mais feroz dentro da sociedade global. Há como exemplo o movimento que ocorreu na França durante o período de eleições para a presidência, onde o discurso feito pela candidata ao cargo, Marine Le Pen (Front National), exaltava sentimentos como: patriotismo e até mesmo xenofobia, dado que ela prometeu expulsar alguns estrangeiros vigiados por “radicalização”. A vitória não veio à candidata, mas a necessidade de um segundo turno e a pequena margem percentual de diferença na contagem dos votos nos faz perceber que a sociedade está, de certa maneira, tomando cada vez mais esse discurso de ódio para si.

            Nacionalizando essa contextualização, podemos observar alguns candidatos e movimentos que se encaixariam nessa diretriz fascista: o deputado Jair Bolsonaro e o movimento Direita São Paulo são exemplos deles; o primeiro com seu discurso de ódio, que ao que se percebe não faz questão de esconder ou mascarar, clama por um patriotismo e para uma militarização do Brasil. O segundo, usando de uma estratégia mais nebulosa, tenta suscitar, também, uma necessidade patriótica por parte das massas, junto com seu sentimento de aversão à imigrantes, mais especificamente imigrantes muçulmanos, assim podemos classifica-lo como sendo um movimento xenofóbico, como foi possível observar durante seus protestos contra a aprovação da nova Lei de Imigração que tem como objetivo estabelecer direitos e deveres dos imigrantes. 


Relatório referente palestras dos dias 01 e 02 de agosto de 2017 do Simpósio: Velhas e Novas Formas de Direita e Autoritarismo.
 

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