Relatório de Leitura Crítica - História das Relações Internacionais II
O texto tem como objetivo analisar o movimento
“Revolução” de uma maneira diferente da convencional. Começando com a
indagação: “Revolução francesa ou revolução ocidental?”, assim já percebemos
que o tema é ratado de uma diferente perspectiva onde o autor discorre sobre os
pontos cujos ele considera mais importante. O primeiro é em ralação ao tema,
onde ele apresenta que um dos principais problemas no estudo das revoluções é a
mensuração cronológica e geográfica do movimento. Uma visão socialista acerca
do tema da revolução francesa expõe que, de fato, não foi uma revolução apenas
da França, mas sim uma revolução da Europa como um todo. No entanto, devido ao
fato ao fato dessas revoluções subsequentes terem tido com base os movimentos
franceses tornou-se um hábito nomeá-los fazendo referência aos locais onde ele
era mais focado, como se fossem movimentos geograficamente e ideologicamente
isolados.
No início do século XX surgiram
alguns movimento que iam de encontro a esse tipo de nomenclatura para tais
tipos de acontecimentos, essa visão advinha de uma corrente de estudo histórico
universalista acerca das revoluções. Esse movimento teve influencia a partir
dos estudos realizados sobre a revolução dos Estados Unidos, da Holanda, Itália
e em diversos outros países que foram afetados por esses acontecimentos.
Com o surgimento dessa perspectiva
surgiu também um pensamento que não concordava com essa afirmação, temos o
exemplo do historiador M. Renouvin, ele dizia que as estruturas sociais dos Estados
Unidos, Inglaterra, Países Baixos, Suíça e França eram diferentes, por
conseguinte as revoluções que surgiram nesses países não poderiam pertencer ao
mesmo movimento, descartando assim a possibilidade de ser uma revolução
ocidental. Esse ponto pode ser refutado quando se analisa que, cada região da
Europa Ocidental tem sim suas individualidades, havendo assim diferentes ritmos
na eclosão dos acontecimentos, porém as estruturas sociais são muito parecidas.
Não satisfeitos com a resposta continuaram discordando da possibilidade de
revolução ocidental apontando as diferenças entre os Estados Unidos e Europa
Ocidental.
Foi posto em dúvida a espontaneidade
dos movimentos subsequentes ao Francês, com o pressuposto de que só aconteceram
devido a grande propaganda que está fez, como se se não tivesse acontecido a
revolução na França as forças que encaminharam as revoluções subsequentes não
aconteceriam. Não se pode negar, com certeza, que não tenha havido certa
influência disso nos regiões que circundam o território Francês, mas o que
explicaria o desenrolar dos acontecimentos na Grã-Bretanha, Irlanda e Polônia?
Ainda tentaram contestar essa visão
apontando a postura da Igreja Católica, que armada com a Santa Inquisição,
barrou sim, o movimento revolucionário na Espanha, que só alcançou a revolução
por meio da Inglaterra. No entanto países como Holanda e Suíça estavam cheio de
protestantes, para os quais, os argumentos necessitavam de algum valor. Na
Itália, país majoritariamente católico, a igreja não impôs nenhum obstáculo à
revolução, pois estava em um momento de crise onde o Jansenismo acabava com o
poder do papa sobre os bispos e destes sobre os sacerdotes.
Concluindo o capítulo o autor
assinala como é possível demarcar os limites cronológicos e geográficos de uma
revolução, e também faz um resumo das principais revoluções citadas no texto. A
principal ideia que o autor tenta nos passar é que uma revolução não pode ser
limita a uma única localidade, visto que o pensamento –ideologias - não possui
fronteiras na visão universalista acerca das revoluções.
GODECHOT, Jacques; “Revolución Francesa o Revolución Occidental?”; in Las revoluciones (1770-1799). Barcelona: Editorial Labor, 1969, pp. 178-190.
Nenhum comentário:
Postar um comentário