Relatório de Leitura Crítica - História das Relações Internacionais I
O texto analisado começa mostrando
que há uma clara relação entre a “infraestrutura” das Relações Internacionais e
o Estadista (Homem do Estado) – que no caso do texto intende-se que seja a
figura do Diplomata –. O texto tem como principal objetivo responder quais os
principais canais – meios externos – que tendem por influenciar em uma decisão
diplomática, no fragmento analisado esses canais são chamados de fuerzas profundas são diretamente
ligados à aspectos econômicos e ideológicos. Há quatro tipos de fuerzas: presión directa, presión indirecta, ambiente e presión social, no entanto nessa
análise crítica falar-se-á sobre as três primeiras que considero de maior peso
após leitura do fragmento – visto que ela é congruente às outras três do ponto
de vista analisado – que tratarei respectivamente como pressão direta, pressão
indireta, ambiente e pressão social.
Começando pela pressão direta,
depois de análise do sub-capítulo, Las
Presiones Directas, foi percebido que refere-se as discussões entre Estado
e Estados (seus atores principais: estatais e não-estatais), onde
representantes de diferentes Nações/Países discutem seus interesses, as
variantes que podem influenciar o estadista são a posse de informações, tipos
de argumentos utilizados e até mesmo chantagens; este último que nos faz
questionar quem realmente tem o “poder” tratando-se dos atores não-estatais:
bancos, transacionais, etc; que possuem um grande poder de capital que sem
dúvidas influencia na tomada de decisões.
Tratando-se das pressões indiretas,
além do fato do estadista sofrer a pressão diretamente do dos grupos citados
anteriormente, ele acaba sofrendo pressão – agora de maneira oculta, mas vinda
dos mesmos precursores da primeira pressão – através dos representantes de la opinión, que com o argumento utilizado no
texto fica claro ser a classe da Imprensa, tal afirmação pode ser feita quando
o autor cita a notícia publicada, em especial, nos jornais L'Œuvre e Echo de Paris
com vinculavam uma parte essencial do projeto Laval-Hoare; (uma proposta de
Samuel Hoare em conjunto com o então Primeiro Ministro Francês Pierre Laval
para o fim da Segunda Guerra Ítalo-Etíope). Tal proposta interferiria nos
anseios de atores poderosos, com a tempestade que tal publicação causou na
França fez-se necessária a demissão do estadista Samuel.
No posto de terceira fuerza profunda temos o ambiente, que
nada mais é que a representação do cenário político, econômico e cultural na
qual o estadista se encontra. Não menos importante a fuerza profunda que o ambiente influi sobre o estadista tem grandes
reflexões decorrente de sua análise, seja ela feita correta ou incorretamente
por parte do estadista. Se usada de maneira correta ela tende a ajudar no
alcance dos objetivos dos Estados que estão em discussão. No entanto, se o
ambiente não for corretamente analisado há o risco de decisões erradas serem
tomadas o que acarretaria inúmeros problemas à uma determinada Nação. Como
exemplo temos citado no texto a Crise de 1929, que ocorreu devido à uma má
projeção econômica feita pelo governo Hoover.
Dado o exposto, chega-se a conclusão de que os indivíduos que ocupam cargos diplomáticos, são como qualquer outro indivíduo, influenciados pelo meio social em que vivem, tendendo a sofrer uma grande influência do meio externo. Também se notou que há inúmeros canais para essas influencias, sejam boas ou ruins, alcançarem o seu objetivo. E que os estadistas não estão menos passiveis a serem influenciados tanto quanto o resto de nós.
RENOUVIN, Pierre y DUROSELLE, Jean-Baptiste; “XI. La Acción de las Fuerzas Profundas Sobre el Estadista”; in Introducción a la Historia de las Relaciones Internacionales pp. 352-379
Dado o exposto, chega-se a conclusão de que os indivíduos que ocupam cargos diplomáticos, são como qualquer outro indivíduo, influenciados pelo meio social em que vivem, tendendo a sofrer uma grande influência do meio externo. Também se notou que há inúmeros canais para essas influencias, sejam boas ou ruins, alcançarem o seu objetivo. E que os estadistas não estão menos passiveis a serem influenciados tanto quanto o resto de nós.
RENOUVIN, Pierre y DUROSELLE, Jean-Baptiste; “XI. La Acción de las Fuerzas Profundas Sobre el Estadista”; in Introducción a la Historia de las Relaciones Internacionales pp. 352-379
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